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domingo, 11 de maio de 2014

Cobranças e falta de fé




As pessoas estão sempre cobrando coisas para outras pessoas. Elas cobram dinheiro; um beijo que não foi dado; uma oração que não foi atendida pelo divino. Mas o que você cobra? Do que você é cobrado? Pelo que é cobrado? Eu sou cobrado pelas pessoas que dizem que me amam, mas isso fica banal quando elas preferem que eu seja infeliz à feliz. Mas se você me ama, você não que me ver infeliz, não? Olha eu cobrando você – Algumas pessoas dizem que é pelo meu bem, eu já não acredito nisso. Nem acredito nem mim, estou me afogando em mim mesmo. Isso tudo é por causa da falta de fé que eu tenho em mim. Tenho uma teoria sobre cobranças: as pessoas só cobram por que não tem fé nas outras pessoas. Reclamam por um beijo por não acreditarem que podem ser beijadas; exigem que o divino atenda suas orações por não terem fé em si mesma para poderem realiza-los. Então tudo é uma questão de fé nas próprias pessoas.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Perfeição



É bem verdade que eu leio e escrevo muito. E ao passo que leio e escrevo descubro coisas, coisa que estão além de mim. Abro um parêntese aqui para dizer que esse texto não é sobre o que é a perfeição, pois a mesma é para cada indivíduo subjetiva. Então se você estiver procurando uma receita de bolo para conhecer a resposta “sobre o que é a perfeição” sugiro que saia logo antes que se frustre e não compreenda a minha mensagem. Esse texto falar como se descobre e como reconhecê-la. Mas quando penso em como reconhecer a perfeição, meu cérebro entra em parafuso. E sobre os grandes inventores? Será que Beethoven quando compôs suas sinfonias, sentira que iria ser um marco na musica mundial? Sentira que era perfeita e a coisa certa mesmo quando não era um exímio violonista? Ou Da Vinci quando terminara Mona Lisa com seu enigmático sorriso, derramara uma lágrima e disse a si que ela era perfeita? Mesmo não sendo um pinto e sim um engenheiro. Mas trago para a literatura (algo que me corresponde) Shakespeare quando escrevera suas peças, ele vira que seria uma revolução na dramaturgia mundial e que depois de mais 500 anos suas produções ainda fariam sucesso? E quanto ao Machado de Assis quando escrevera Memorias Póstumas de Brás Cubas, ele vira ali a perfeição literária e que seria o precursor de uma escola literária brasileira (o romantismo) e poria a literatura brasileira no mundo? É difícil dizer e afirmar com exatidão quando uma pessoa reconhece que o que faz é perfeito. E você sabe reconhecer a perfeição ao olhar pra ela? Ou não reconheceria nem se ela te espancar no rosto?
Falo sobre mim agora. Não seu reconhecer a minha perfeição, digo às coisas que faço. Mas sei distinguir as coisas alheias. Não é drama. É só minha maneira de pensa: Nada que eu faço é perfeito. Ao contrario do meu amigo matemático e da minha amiga arquiteta. Eles são simplesmente perfeitos e não estou puxando o saco, é mais um fato.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Os outros



Vendo os meus vizinhos penso sobre o que eles são nas suas intimidades. E como moro em um apartamento tenho vizinhos até sob meus pés e sobre minha cabeça. E o fato de eu pensar nisso é que as pessoas vivem passando para a sociedade que vivem bem, que está tudo sob controle, mas muitas vezes nem estar. Quando eles estão em seus momentos é que se revelam. Revelam-se os sete pecados capitais e a coisa vira o inferno de Dante. Parando para pensa mais uma vez essas pessoas vivem por demonstrar coisas que não são, vivem por demonstrar sentimentos que não tem. Por que isso? Porque sente uma necessidade gritante de mostrarem que tem controle de seus corpos, a famosa lei da mente sobre o corpo? Sejamos francos: o que você acha que são seus vizinhos? E o que eles pensam sobre você? O que eles fazem em sua intimidade? São raivosos? São falsos? Depressivos? Possessivo com alguma coisa fora do comum? Transmitem para uma sociedade imagens suas que não correspondem de fato quem são? Então faço a pergunta daquela musica antiga: quem é você quando ninguém está olhando?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Aceito! Aceito?



Eu não tenho um amor, para começar. Mas não se preocupe você que está lendo isso, não é uma postagem do tipo: Estou sozinho no mundo ou como minha vida é triste. Não! É um post sobre amores e casamento. Eu nunca namorei então meu conhecimento disso é bastante limitado. Ando por fortaleza inteira e é quase impossível você não notar as pessoas. Enfim, observado-as eu percebo que a maioria delas são “felizes” com os seus relacionamentos, mas como? Como eu posso olhar pra uma pessoa todos os dias e me apaixonar por ela? Como posso dormir com ela, comer com ela, viver com ela e ainda sim, me apaixonar todo santo dia? Algum tempo atrás um casal muito feliz, não estava tão feliz assim. Ele a traiu durante sete meses e para todo mundo, digo os seus amigos e até para os filhos, eles queriam passar a impressão de que estava tudo bem. É claro que para os filhos e os parentes mais chegado, como mães, irmão e pais, fora impossível esconder por muito tempo. Mas voltando ao assunto principal: está apaixonado, e no final quando a paixão, um fogaréu numa mata seca, não passa de uma cabeça de fósforo? Temos que lutar? Ou simplesmente deixar para lá? Sair da casa e da vida um do outro? É serio alguém sabe as respostas para essas perguntas? Ou esse é uma daquelas coisas que quanto mais chegamos perto da resposta mais ficamos longe dela?